sábado, 8 de janeiro de 2011
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Um debate que não interessa
Há 2 anos:
BREAKING NEWS : Manuel Alegre garante reeleição de Cavaco Silva
Há 1 ano:
Manuel Alegre redux
Cavaco Silva acha que a verdade incomoda as eleições
Obviamente, demita-se.
Cavaco deve falar com alguém. Deve consultar o Conselho de Estado [ainda ignorava a companhia de Cavaco no Conselho de Estado]
Cavaco Silva é mentiroso, com mais de 33% de probabilidade
Há 6 meses:
Manuel Alegre, o auto-intitulado merecedor e vitima de perseguição
Para mim este debate é uma triste recordação da inexorável inevitabilidade das burrices políticas.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
A lei é igual para todos?
Hoje, depois de tudo, ainda é sensato esperar que as leis servem para fazer justiça?
As leis têm um prazo de validade extremamente curto, o que em si mesmo é mau, mas temos pior, as leis e o enquadramento que as justificam podem ser relativizados e distorcidos por forma a obter uma lei que desdiz completamente o enquadramento anterior. Pior Ainda, muitas das leis são feitas à medida para encaixar nos restritos interesses de uma parte muito limitada e definida da sociedade, em prejuízo dessa mesma sociedade. Ainda Pior, a lei pode ser completamente ignorada fazendo aplicar soluções que não eram admitidas pela própria lei.
Em Portugal são os PIN, são a (não) nomeação dos controlos de segredos de estado, é a arbitrariedade com que se espia a vida de pessoas com escutas ilegais, é o banco que é nacionalizado com uma lei aprovada em 4 dias, é o financiamento dos partidos que é alterado dia-sim-dia-não, agora para pagar multas que são depois descontadas como despesas!!!
Lá fora são os raptos internacionais, é a tortura, é a corrosão complacente da independência judicial, são os aprisionamentos temporalmente indefinidos, é a comunização dos prejuízos.
Quantas mais aberrações é responsável tolerar? Será que é altura de colocar os portugueses a escolherem a sua linha na areia, o seu limite do aceitável?
Vivemos tempos assim tão mais iluminados e tão mais novos que os nossos antepassados?
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Liberalismo com copyright
A próxima tarefa é encontrar dentro da União Europeia soluções de combate à pirataria para aplicar em Portugal. Nilza de Sena quer que o "assunto deixe de estar num limbo de impunidade".
Nilza de Sena, vice-presidente do PSD, recebeu ontem à tarde a Associação Fonográfica Portuguesa (AFP) para uma reunião sobre pirataria, comprometendo-se em auxiliar a causa dos artistas.
LINK: PSD jura combate à pirataria, no CM.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Falso
adj.
1. Não verdadeiro; não verídico.
2. Fingido, simulado.
3. Enganoso; mentiroso.
4. Desleal, traidor.
5. Adulterado, falsificado.
6. Suposto, que não é o que diz verdade.
7. Pessoa falsa.
8. Esconderijo; vão dissimulado debaixo duma escada, dum móvel, etc.
adv.
9. Com falsidade; em falso.
em falso: errando o passo, a pancada, o movimento, etc.
sábado, 18 de dezembro de 2010
Wikileaks: os lindos amanhãs que agora chegam não existem
Anda por aí muita gente a dizer que chegou uma nova era com fugas de informação em proporções até agora não conhecidas. É falso. Ou melhor, é uma conclusão errada. Muito errada. É feita por gente ligada aos media e a ONGs. Não é uma asserção de quem desenvolve tecnologia informática.
Este "fenómeno Wikileaks" é isolado ou de curto prazo. Como comparativo rápido, os senhores Jacinto Leite Capelo Rego e Hiro Kumata não vão voltar a fazer quaisquer donativo a quaisquer dos partidos políticos portugueses.
Uma das coisas que qualquer pessoa com formação em ciências aprende é que a soma de todas as entradas menos a soma de todas as saídas é igual àquilo que fica. É verdade que em informática é barato copiar, muito barato, mas isso só acontece porque os equipamentos assim o permitem (e quando um equipamento não permite liga-se-lhe um que consiga) - hoje é assim, mas não tem que ser. Os equipamentos podem ser desenhados para só passarem informação a equipamentos que não deixam copiar essa informação. Essa tecnologia existe hoje e está a ser usada e promovida, é a tecnologia DRM de gestão de direitos de autor - é uma tecnologia de controlo do acesso à informação (a parte da vigilância e repressão dos copiadores são outras ferramentas). A curto prazo a tecnologia tipo DRM vai ser adoptada pelas instituições que gerem informação com valor económico e político.
Não vai haver maior transparência por haver mais fugas e mais organizações tipo Wikileaks ou Openleaks. As fugas vão continuar a ocorrer mas vai ser o documento que foi scanado em casa ou o ecrã do computador que foi fotografado com o telemóvel pessoal.
A expectativa de maior transparência decorre apenas de que guardar segredos vai ser mais complexo, mais hierárquico e portanto mais rígido e mais caro. As organizações que dependem de segredos vão reorganizar-se para manter a flexibilidade e criatividade.
Para aqueles que esperam mais do que isto, aqueles que acham que o publicado pela Wikileaks justifica ir mais longe do que isto, não volta a haver outro caso comparável - not in your lifetime.