terça-feira, 10 de março de 2009

BREAKING NEWS : Manuel Alegre garante reeleição de Cavaco Silva

Entitlement. A aldeia global e a nossa aversão por criar novas palavras tem destas coisas. Palavras portuguesas. Por vezes ando à procura da expressão certa para uma ideia que me anda na cabeça. Qual é a expressão portuguesa que consegue expressar a ideia, o conceito, de entitlement.

A definição inglesa descreve-a como um « ter direito a ». Seria uma boa tradução. ..ou só razoável.. o conceito que tenho no pensamento não fica bem descrito. A versão portuguesa teria que ser um « ter direito a » mas mais acusativo. Mais incisivo. Com decisão.

Entitlement

segunda-feira, 2 de março de 2009

Um outro partido político

Quando penso em política vem-me sempre à cabeça nossas as limitadas opções. É um mal que afecta muitas democracias - quer pela forma que tomam, quer pela percepção que os eleitores têm delas.

Ponho muito mérito em conseguir enriquecer a democracia em favor dos eleitores.

Há cerca de um ano foi criado em Portugal um novo partido - o Movimento Esperança Portugal. Creio que foram os primeiros a perceber a força do marketing da campanha de Obama. E o PCP até já lhes foi buscar um dos slogans. Mas a combinação entre partidos, slogans e marketing têm um longo défice de créditos de boa vontade.

O que é necessário para um partido (novo) me convencer?
É claro que já devia saber a resposta. Pensava eu. Como muitas perguntas de resposta óbvia, deixam de o ser quando se verbaliza a pergunta.

Comecei por fazer uma lista de assuntos. coesão social, saúde, inovação, justiça, estado, segurança, terrorismo, europa e globalização.
A sequência talvez surpreenda mais a mim do que a si.

Para ser ainda mais sucinto podia resumir em: justiça, segurança, igualdade de oportunidades e controlo sobre o futuro. ... Estranha-me este entranhar da incerteza.


Há outras palavras chave: turquia, impostos, income gap, médicos, medicamentos, função pública, copyright, liberdade, criminalidade, uninominais, erros processuais, ambiente, concorrência, inovação, comercio externo, tecnologia, ciência, escolas ...

Vou deixar os próximos dias para o MEP. Depois volto com um balanço.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Liberalismo desequilibrado

Bónus em Wall Street desde 1985 a 2008. Retirado sem autorização de Der Spiegel, em 21 Fev 2009.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

ecos

"Como crente numa entidade ou inteligência superior já há muito que percebi que Deus adora sexo!", de Leonor A. Matos nos comentários do portugal dos pequeninos.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Opiniões com valor

No O Valor das Ideias encontrei uma posta de Carlos Santos que apreciei e recomendo.

(...) Nobel da Economia. Paul Samuelson (...) : "Today we see how utterly mistaken was the Milton Friedman notion that a market system can regulate itself." "Everyone understands now, on the contrary, that there can be no solution without government". "(...) fiscal policy and deficit spending has a major role to play in guiding a market economy. (...)"
(...) convém salientar (...): a auto-regulação dos mercados é (...) uma ideia utópica (...)
Na actual crise, a progressiva desregulamentação dos mercados financeiros, e a incapacidade do legislador se manter actualizado com a inovação em produtos financeiros criou estímulos para excesso de exposição ao risco de crédito da parte de muitos bancos. (...)
A regulação é uma peça fundamental e não constitui intervencionismo na economia. (...)
Em circunstâncias normais, a propriedade privada é um valor importante. E o estado não deve gerir bancos. Mas é ridículo alegar que nestes dias, os privados o farão melhor: está à vista. (...)

Destaques e selecção feitos aqui; a argumentação é mais longa e vale a leitura.
Recomenda-se vivamente para aqueles que vivem em estado histriónico a tentar defender as suas crenças de vida, apesar das evidências.
A fraca formação matemática e a simplicidade dos modelos usados pelos profissionais da economia faz com que desvalorizem conceitos fundamentais como o estudo da dinâmica de sistemas complexos e a teoria dos jogos. A assimetria de informação e a utilização de estratégias imediatistas minaram o resto.

Salário, rendimento, oportunidade e justiça

Em Portugal o mais pobre de entre os 10% mais ricos ganha 15 vezes o que ganha o mais afortunado de entre os 10% de portugueses mais pobres.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Façamos de conta como o Mário Crespo

Façamos de conta que Mário Crespo não é jornalista e que não sabe fazer melhor.

Façamos de conta que não há três documentos diferentes a dizer que são a carta dos ingleses, a circular nas caixas de mail.
Façamos de conta que a comissão europeia nada tenha dito sobre o Freeport.
Façamos de conta que a investigação Freeport não funciona em pré-campanha.

Façamos de conta que a licenciatura do Socrates É um caso de estado.
Façamos de conta até que Bill Gates tem uma licenciatura.
Ou façamos de conta que o dono da IKEA tem formação universitária.
Façamos de conta que ter curso superior é condição para saber fazer.

Mas façamos de conta...
Façamos de conta que Portas não usou o Ministério da Defesa para se apoderar de 62 mil documentos.
Façamos de conta que Manuela Ferreira Leite nunca esteve no governo.
Façamos de conta que o PSD se renovou nos últimos 25 anos.

Façamos de conta que Manuela Ferreira Leite quando disse que não acreditava na democracia não queria dizer nada disso. Façamos de conta que o que disse não condiz com o que fez.
Ou ainda façamos de conta que Manuela Ferreira Leite, ministra das finanças, tenha feito mais com menos dinheiro.
Façamos de conta que não vendeu patromónio do estado ao desbarato.
E façamos de conta que a conversa sobre "a Tanga" tenha sido responsável.
Façamos de conta que nos esquecemos das falências fraudulentas ou dos subsídios agrículas para comprar jipes e carros (feitos em Portugal).
E já agora façamos de conta que o comunismo funciona ou que o partido dos verdes existe ou ainda que o bloco não é comunista.

Façamos de conta que Tudo está mal e que a alternativa é o Paraíso.

Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar Sócrates a Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos ou Kabila.
Façamos de conta à terça que Mário Crespo não entrevistou o ministro Pedro Silva Pereira e à segunda que o governo controla exclusivamente o SIS ou já agora a televisão.

Façamos de conta que Mário Crespo aproveitou o seu pedestal para fazer crescer a democracia e para ajudar -nos - os portugueses.
Façamos de conta.

LINK: JN